Fermentando as idéias.....se não queimá ou embatumá sai bolo de fubá
Gela de eira nem beira, me vê um góle de chá quente
É que de tanto solavanco, paladar qué aconchego
Cansado de em pé aguentá, vontade de sono
Vê cama quente usada
Vê cheiro de café que embala
Num vê que com bocejo não há de ter pressa
então encosta o cabelo na janela fechada
Viaja
terça-feira, 25 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Álvaro de Campos
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.
O ar que respiro, este licor que bebo,
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.
Nem nunca, propriamente reparei,
Se na verdade sinto o que sinto. Eu
Serei tal qual pareço em mim? Serei
Tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Anjos que não morreram
Vidrados no céu,
estes viajantes de momentos,
iam além de telhados.
Desafiavam o dito
questionavam a gravidade
e seu mito.
Anjos qe não morreram
e que cegos de paixão tentavam
alertar os cegos de razão
sobre sua falta de lucidez.
Ao tentatr explicar-lhes
os efeitos da falta de sentimentos
eram ridicularizados.
Mortos, ao contrário do que se pensa,
já não tinham tanta energia
quanto em vida.
Pois anjos
nada mais são
que pessoas vivas e iluminadas.
Emitem luz própria e calor.
Assim como as estrelas
parece que voam.
Assim como as estrelas
também morrem um dia.
Marcelo Mamute Rodini
estes viajantes de momentos,
iam além de telhados.
Desafiavam o dito
questionavam a gravidade
e seu mito.
Anjos qe não morreram
e que cegos de paixão tentavam
alertar os cegos de razão
sobre sua falta de lucidez.
Ao tentatr explicar-lhes
os efeitos da falta de sentimentos
eram ridicularizados.
Mortos, ao contrário do que se pensa,
já não tinham tanta energia
quanto em vida.
Pois anjos
nada mais são
que pessoas vivas e iluminadas.
Emitem luz própria e calor.
Assim como as estrelas
parece que voam.
Assim como as estrelas
também morrem um dia.
Marcelo Mamute Rodini
sábado, 17 de abril de 2010
Ela na paulista
Quem é que está a me esperar na sala de cinema?
Só o cinema. Cinema só.
Não está a nada esperar.
Se sozinho me entupo de informações
esvazio de sentido o alheio, o ao lado.
Ao bando exprimem diversas tonalidades de voz
Grunhidos de gralhas velhas - Irriquieta
Rouquidão de senhor esnobe – o Paulo são
Nas calçadas seguras as bolsas abraçadas com grossas roupas
E tem entrada em vão
E tem gente no ar em avião
E tem corpos dormidos no chão
Pensamento escapa por funil de balão
Sem perceber fumaça, barulho, nada mais
Cotidiano misturado com corpo
Um tanto paulistano?
Sim, pois muito sem ser
Conservadora, cidade conservadora do absurdo.
Dona Cidade Louca Caduca
De xale neon.
Só o cinema. Cinema só.
Não está a nada esperar.
Se sozinho me entupo de informações
esvazio de sentido o alheio, o ao lado.
Ao bando exprimem diversas tonalidades de voz
Grunhidos de gralhas velhas - Irriquieta
Rouquidão de senhor esnobe – o Paulo são
Nas calçadas seguras as bolsas abraçadas com grossas roupas
E tem entrada em vão
E tem gente no ar em avião
E tem corpos dormidos no chão
Pensamento escapa por funil de balão
Sem perceber fumaça, barulho, nada mais
Cotidiano misturado com corpo
Um tanto paulistano?
Sim, pois muito sem ser
Conservadora, cidade conservadora do absurdo.
Dona Cidade Louca Caduca
De xale neon.
domingo, 4 de abril de 2010
-CAminhante, qual a questão?
É por onde piso enquanto estou a caminhar. A questão é o que questionar. É o que quero enquanto devo. É o que devo enqtanto quero. Fazer, pensar. Continuar ou quebrar o passo e a velocidade do andar?
domingo, 28 de março de 2010
tristeza do jéca
Me organizar... (???) O que eu quero com isso? o que estou buscando com todos esses movimentos (novos?).
Vontade de abandonar um pouco de tudo. Me embreagar por aí sem pensar muito em mim. Quero um pouco de mundo. Me poluo de excesso e incessantes questões. Tá meio chato, sabe?
É que pareço me acinzentar com essa cidade. Cada vez mais opaco me camuflo no meio de tantos tons sem brilho. Não ouço pássaros há tempos neste lugar... Ir ao Zoo e fingir que sorrio com essas grades?
Por favor, não me socorram. Ainda resta um resto de insatisfação com isso tudo. Ainda tenho a inquietude como semente. Não há motivos para me notarem. Preciso que eu me note e perceba que tá triste aqui. Para perceber só que to triste e abraçar meu travesseiro e chorar um pouco.
O cenário está propício para a meia luz, para a solidão, para uma bom trago de cachaça...Tem drama não...são só questões de ser, e não precisam se estender em muitas. Ainda há algo que devagarzinho pede passagem. Ainda não sei o que se passa, mas vou acompanhando esse fluxo calmo... e triste.
Não há desespero, só solidão
Vontade de abandonar um pouco de tudo. Me embreagar por aí sem pensar muito em mim. Quero um pouco de mundo. Me poluo de excesso e incessantes questões. Tá meio chato, sabe?
É que pareço me acinzentar com essa cidade. Cada vez mais opaco me camuflo no meio de tantos tons sem brilho. Não ouço pássaros há tempos neste lugar... Ir ao Zoo e fingir que sorrio com essas grades?
Por favor, não me socorram. Ainda resta um resto de insatisfação com isso tudo. Ainda tenho a inquietude como semente. Não há motivos para me notarem. Preciso que eu me note e perceba que tá triste aqui. Para perceber só que to triste e abraçar meu travesseiro e chorar um pouco.
O cenário está propício para a meia luz, para a solidão, para uma bom trago de cachaça...Tem drama não...são só questões de ser, e não precisam se estender em muitas. Ainda há algo que devagarzinho pede passagem. Ainda não sei o que se passa, mas vou acompanhando esse fluxo calmo... e triste.
Não há desespero, só solidão
segunda-feira, 8 de março de 2010
Sede
Água
Muita água
Água quente, água gelada, água cremosa, água ensopada
Tenho sede de mais água
e não cessa.
Água ardente
com goles largos
Água de gargalo
com rio abaixo
molhado
A pele ta seca
A lingua ta lixa
Cabelo empoeirado
e unha roída, doída, inflamada
Mais água
um balde
banheira
de gelo
geleira
Que eu lambo
tomo
molho
mergulho
Mas essa sede nunca passa
Suor salgado
arenoso, pegajoso
por dentro gruda
paredes de entranhas.
Suja, deserto de mim!!!
estranha, estranho
Parada.
E lasca
quebra
cai
e se estilhaça.
Desespero de garganta áspera
pena, farinha e desgraça
a água só passa
não embassa, não encharca
Me encharca
É de água
Minhágua
ÁGUA
Água
água
gota d´dágua
Muita água
Água quente, água gelada, água cremosa, água ensopada
Tenho sede de mais água
e não cessa.
Água ardente
com goles largos
Água de gargalo
com rio abaixo
molhado
A pele ta seca
A lingua ta lixa
Cabelo empoeirado
e unha roída, doída, inflamada
Mais água
um balde
banheira
de gelo
geleira
Que eu lambo
tomo
molho
mergulho
Mas essa sede nunca passa
Suor salgado
arenoso, pegajoso
por dentro gruda
paredes de entranhas.
Suja, deserto de mim!!!
estranha, estranho
Parada.
E lasca
quebra
cai
e se estilhaça.
Desespero de garganta áspera
pena, farinha e desgraça
a água só passa
não embassa, não encharca
Me encharca
É de água
Minhágua
ÁGUA
Água
água
gota d´dágua
quarta-feira, 3 de março de 2010
Colírios Anti-psicóticos...pingou e ficou cego
SEGUNDA-FEIRA, 1 DE MARÇO DE 2010/3 DE MARÇO DE 2010
.
Atingiram em cheio a íris-arco, a menina que morava nos olhos, as cataratas que refletiam...
O que há entre aqui - contorno plasmático- e o mundo? Que pele é essa? Viscosa, que pisca através de para-brisas. Pálpebras param as brisas? Brisas... De olhos fechados veja o rosa de dentro.
"E de dentro me perco onde não sei se o que sei é sabido por quem olha de lá. Só eu posso ver o que vejo. Ver: ... sabe-se o?."
Qualquer forma ao se colocar olhos parece tornar-se Viv0:-I. Mas é quando estão fechados que se tem o medo do que não se pode ser.
"O que eu não sou?"
Fechados, habita lugares só meus, eu, acompanhado. É mesma sensação de cobrir a cabeça com lençóis. É não saber se me vêem, não me importar. Observa se estou a sorrir, mas nunca saberá pra qual canto vejo. E se vejo canto, ou grito que calo.
Vela meu sono, olhos fechados. Vela as visões protegidas pela Santa pálpebra com seu manto estrelado. Vela onde passeio e ninguém pode me alcançar, acompanhar, compartilhar. És companheira de São Jorge? Por aqui tenho companhia solitária. Seguro, fecho os olhos.
Há mundos neste mundo que não preciso, não quero e não posso compartilhar. Nesta hora prefiro a solidão de estar
.
Atingiram em cheio a íris-arco, a menina que morava nos olhos, as cataratas que refletiam...
O que há entre aqui - contorno plasmático- e o mundo? Que pele é essa? Viscosa, que pisca através de para-brisas. Pálpebras param as brisas? Brisas... De olhos fechados veja o rosa de dentro.
"E de dentro me perco onde não sei se o que sei é sabido por quem olha de lá. Só eu posso ver o que vejo. Ver: ... sabe-se o?."
Qualquer forma ao se colocar olhos parece tornar-se Viv0:-I. Mas é quando estão fechados que se tem o medo do que não se pode ser.
"O que eu não sou?"
Fechados, habita lugares só meus, eu, acompanhado. É mesma sensação de cobrir a cabeça com lençóis. É não saber se me vêem, não me importar. Observa se estou a sorrir, mas nunca saberá pra qual canto vejo. E se vejo canto, ou grito que calo.
Vela meu sono, olhos fechados. Vela as visões protegidas pela Santa pálpebra com seu manto estrelado. Vela onde passeio e ninguém pode me alcançar, acompanhar, compartilhar. És companheira de São Jorge? Por aqui tenho companhia solitária. Seguro, fecho os olhos.
Há mundos neste mundo que não preciso, não quero e não posso compartilhar. Nesta hora prefiro a solidão de estar
sábado, 27 de fevereiro de 2010
tornozeleiro
Após a festa do Mómo caduco paulistano desvairado.
Depois da revolta jovial no tunel do tempo maluco querido sem-teto abraçado
Cá estou eu.
Parado no sofá-cama na sala de perna pro ar.
Engessado por fora.
E mil e uma outras coisas pensando em mim.
Encaroçado ou noiado?
Muleta pra poder mijar.
Banho?
E o tempo lá fora começa a soprar frio.
F-A-M-Í-L-I-A.
Isso sim é invenção estranha.
Férias ou prisão domiciliar?
Foi assim que contei:
Pisei num buraco, num estacionamento, numa formatura, numa assis. Torci, torci, torci...
até torcer de vez
o tornozelo...
aí, aqui, ou paro ou paro...penso muito na vida. tava precisando. introspectivo.
Depois da revolta jovial no tunel do tempo maluco querido sem-teto abraçado
Cá estou eu.
Parado no sofá-cama na sala de perna pro ar.
Engessado por fora.
E mil e uma outras coisas pensando em mim.
Encaroçado ou noiado?
Muleta pra poder mijar.
Banho?
E o tempo lá fora começa a soprar frio.
F-A-M-Í-L-I-A.
Isso sim é invenção estranha.
Férias ou prisão domiciliar?
Foi assim que contei:
Pisei num buraco, num estacionamento, numa formatura, numa assis. Torci, torci, torci...
até torcer de vez
o tornozelo...
aí, aqui, ou paro ou paro...penso muito na vida. tava precisando. introspectivo.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O carnaval passeamos be(m).
São Paulo graciosa nas ruas. Foliões - amigos da Folia.
Foligem paulistana. Confetes? Pé, perna. POde chorá, pode chorá, pode chorá...alegremente cantada pelas ruas da cidade Absurdo.
LAdeira silenciosa. Batuques? Maracatu?...em passos avante......caipirinhas verdes em copo gelado. Paradas.... e depois mais povo...
São cinzas confetinadas, confetes acinzentados....folia, foligem....
São Paulo graciosa nas ruas. Foliões - amigos da Folia.
Foligem paulistana. Confetes? Pé, perna. POde chorá, pode chorá, pode chorá...alegremente cantada pelas ruas da cidade Absurdo.
LAdeira silenciosa. Batuques? Maracatu?...em passos avante......caipirinhas verdes em copo gelado. Paradas.... e depois mais povo...
São cinzas confetinadas, confetes acinzentados....folia, foligem....
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Metrô
-É que dá uma canseira de vez em quando.
-Mas que horas são?
-Não sei. Não sei. Não sei. É que de vez em quando dá uma canseira.
-Mas que horas são?
-Não sei, porra.
Silêncio. Estação Liberdade. Estação respire fundo, olhe lá fora como rápido passa o chão listrado de trilhos de ferro. Estação São Bento. De óculos e rugas, cabelo cinza, sacola com flores secas e um espirro. Armênia... sai do buraco e ganha a luz...sol, sol, sol....rio fedido.
"Depois haverá vento. Depois haverá vento"
-Que horas são?
-Falta 15. Vamu aê.
-Mas que horas são?
-Não sei. Não sei. Não sei. É que de vez em quando dá uma canseira.
-Mas que horas são?
-Não sei, porra.
Silêncio. Estação Liberdade. Estação respire fundo, olhe lá fora como rápido passa o chão listrado de trilhos de ferro. Estação São Bento. De óculos e rugas, cabelo cinza, sacola com flores secas e um espirro. Armênia... sai do buraco e ganha a luz...sol, sol, sol....rio fedido.
"Depois haverá vento. Depois haverá vento"
-Que horas são?
-Falta 15. Vamu aê.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Uma volta
O menino sapeca resolveu dar uma volta pela cidade. Estava cansado de chutar pedras do meio do caminho. Estava cansado de infernizar a irmã com apelidos desagradáveis. Estava cansado de enfiar o dedo no bolo que ainda não tinha corte. Estava enjuriado com os sustos que dava, com as bolas, as guloisemas e todas as brincadeiras com vizinhança descalça e descabelada.
Saiu sério, com os olhos abertos arregalados. Andou só, andou só, andou só. Em suas idéias lhe visitavam meninos noturnos, meninos chorosos, meninos medrosos. Carregava no pescoço um enrosco (pomo de adão? nó?).
Passou o sol. A lua chegou, foi embora. Caiu folha. Tempestou. Os sinais de transito abriram, fecharam. Estradas foram criadas, pedágios, tuneis, pontes e passarelas. Ventou, ventou, ventou...
Sem bolhas no pé encontrou a moça sentada na beira da calçada. Ela estendeu a mão. Se olharam e ele sentou, um pouco.
Saiu sério, com os olhos abertos arregalados. Andou só, andou só, andou só. Em suas idéias lhe visitavam meninos noturnos, meninos chorosos, meninos medrosos. Carregava no pescoço um enrosco (pomo de adão? nó?).
Passou o sol. A lua chegou, foi embora. Caiu folha. Tempestou. Os sinais de transito abriram, fecharam. Estradas foram criadas, pedágios, tuneis, pontes e passarelas. Ventou, ventou, ventou...
Sem bolhas no pé encontrou a moça sentada na beira da calçada. Ela estendeu a mão. Se olharam e ele sentou, um pouco.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Se fez ovo
Não contou pra ninguém porque não tinha um porquê. Fez aquilo desencadeado por uma enorme vontade de. Sabia que iriam chamar aquela atitude de perigosa, arriscada. Sabia que após aquele ato poderia se arrepender, culpabilizar-se. Mas sua boca salivava. Cada góle daquele cuspe molhado era combustível para seguir em frente. Pensava aceleradamente em tudo. Seu corpo respondia abandonando qualquer tentativa de sintonizar-se com vão razão. E balbuciou a si:
-Pensamento cacofônico, irritante, logorreico, não saia de mim.... exploda em nada e dirija-se pro beco sem saída onde não mais lhe encontro.
E fez. O ovo. A incoerência gritada pelos quatro cantos de si- arredondados. Num encontro mais do que público e/ou privado. Se fez. Abandonou aquilo que já foi dito, escutado, falado, murmurado, escrito, gravado. Criou. Deixou o desejo puxá-lo ao entre si e.
E queria de vez em quando, para quebrar a rotina chata e machante dos dias, o ato de aventurar-se em atos de. E mesmo com um quê de repetição, sempre ressoava um respiro de liberdade. Um momento em que, sem dizer pra ninguém, sem ninguém pra dizer...
-Pensamento cacofônico, irritante, logorreico, não saia de mim.... exploda em nada e dirija-se pro beco sem saída onde não mais lhe encontro.
E fez. O ovo. A incoerência gritada pelos quatro cantos de si- arredondados. Num encontro mais do que público e/ou privado. Se fez. Abandonou aquilo que já foi dito, escutado, falado, murmurado, escrito, gravado. Criou. Deixou o desejo puxá-lo ao entre si e.
E queria de vez em quando, para quebrar a rotina chata e machante dos dias, o ato de aventurar-se em atos de. E mesmo com um quê de repetição, sempre ressoava um respiro de liberdade. Um momento em que, sem dizer pra ninguém, sem ninguém pra dizer...
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A borboleta
E num bater de asas lentificado ela faz de si o último esforço de existir-se como tal. Movimenta-se suas cores alaranjadas com pontos azuis e paraliza-se. Uma borboleta que ora era casulo, ora era lagarta que comia verdes folhas e Agora sem se saber como é(ra)se desvai por entre o tempo e o espaço e se finda tranformando-se em outra coisa tal que não se sabe o nome. És poeira? És passado?
Da gargalhada se transforma em sorriso de boca fechada. Da boca arqueada, algo que alguns chamam de pensamento, lhe faz de reta a expressão que cabe inesperada àquilo.
"E os olhos?" Pergunta a boca incontrolável ao sentido que abre janelas.
Eles não respondem. Apenas piscam e se umidificam com águá (salgada?).
Cada fim, sutilmente, marca sem que percebemos a chegada de outrem. E assim vai rasgando a via entupida de esperado. Há sal pra salgar o inóspito. Há açucar pra manchar a lingua áspera de secura monótona.
A formiga morre. A árvore secular morre. O som do pandeiro se termina. E a partir daí é só mistério. O que vem agora depois que a borboleta se foi? O que o silêncio carrega de pensamento? Quem vai te olhar quando não mais há sorrateiros disfarces?
O movimento se apresenta na muda forma estática de um ser que está por vir.
Da gargalhada se transforma em sorriso de boca fechada. Da boca arqueada, algo que alguns chamam de pensamento, lhe faz de reta a expressão que cabe inesperada àquilo.
"E os olhos?" Pergunta a boca incontrolável ao sentido que abre janelas.
Eles não respondem. Apenas piscam e se umidificam com águá (salgada?).
Cada fim, sutilmente, marca sem que percebemos a chegada de outrem. E assim vai rasgando a via entupida de esperado. Há sal pra salgar o inóspito. Há açucar pra manchar a lingua áspera de secura monótona.
A formiga morre. A árvore secular morre. O som do pandeiro se termina. E a partir daí é só mistério. O que vem agora depois que a borboleta se foi? O que o silêncio carrega de pensamento? Quem vai te olhar quando não mais há sorrateiros disfarces?
O movimento se apresenta na muda forma estática de um ser que está por vir.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Receita
1 punhado de arroz fresquinho recém refogado com alho e cebola.
1 ovo frito meio mole com algumas pitadas de sal
1 tomate picado e temperado com salsinha, cebolinha e azeite.
1 copo de suco de laranja bem gelado.
Misture tudo dentro de si após degustar tragos de folhas verdes. Coma, feche os olhos, sinta o cheiro. Aí durma. Que delícia
1 ovo frito meio mole com algumas pitadas de sal
1 tomate picado e temperado com salsinha, cebolinha e azeite.
1 copo de suco de laranja bem gelado.
Misture tudo dentro de si após degustar tragos de folhas verdes. Coma, feche os olhos, sinta o cheiro. Aí durma. Que delícia
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